Ivan Ivanovitch Shishkin.

Ivan Ivanovitch Shishkin, em russoИва́н Ива́нович Ши́шкин (Ielabuga25 de janeiro de 1832 – São Petersburgo20 de março de 1898) foi um pintor paisagista russo associado ao movimento dos Itinerantes e marido de Olga lagoda-shishkina.

Shishkin nasceu em Ielabuga, no atual Tartaristão, e graduou-se em Cazã. Estudou na Escola de Pintura, Escultura e Arquitetura de Moscou por quatro anos e na Academia Imperial de Artes entre 1856 e 1860, quando graduou-se, recebendo uma pensão imperial para que continuasse seus estudos na Europa. Cinco anos mais tarde, Shishkin tornou-se membro da Academia Imperial de São Petersburgo e foi professor de pintura entre 1873 e 1898. Simultaneamente, Shishkin liderou o programa educacional de pintura paisagística.

Shishkin viveu, por alguns anos, na Suíça e Alemanha, graças à pensão recebida pela academia. Ao retornar para a capital russa, ele tornaria-se membro do Círculo dos Itinerantes e da Sociedade dos Aquarelistas da Rússia. Participou de mostras em Moscou (1882), Nijni Novgorod (1896), Paris (1867 e 1878) e Viena (1873). O método de Shishkin foi baseado em estudos analíticos da natureza. Ele tornou-se famoso por suas paisagens de florestas, além de ter sido um desenhista além de seu tempo.

Os trabalhos de Shishkin foram principalmente inspirados nas paisagens de sua dacha nos subúrbios do sul de São Petersburgo. Seus trabalhos são de notável detalhamento poético das estações do anoflorestas, natureza selvagem, fauna e flora.

Shishkin morreu em 1898, em São Petersburgo, enquanto desenvolvia uma nova pintura.

Algumas obras do pintor:

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Ilya Repin.

O artista russo Ilya Repin

Ilya Repin: “Os barqueiros do Volga”
Ilya Repin, fotografia, 1890

Ilya Repin nasceu em 1844 em Tchougouiev, na Ucrânia. Seu pai era um soldado. Iniciou seus estudos de pintura com um pintor de ícones chamado Bunakov. Em seguida, entrou para a Academia Imperial de Belas Artes de São Petersburgo em 1863, onde estudou até 1871. Entre 1873 e 1876, viajou pela Itália e por Paris, graças a uma bolsa de estudos que havia ganhado na Academia.

Se juntou a uma sociedade de pintores ambulantes, a partir de 1878, que realizavam exposições artísticas ambulantes. Após 1882 se estabeleceu em São Petersburgo, mas fez muitas viagens ao exterior. Conheceu a obra do pintor holandês Rembrandt, que o inspirou muito em seus retratos.

Sobre ele foram escritas inúmeras publicações, desde livros a monografias e centenas de artigos. Ilya Repin é um mundo dentro da pintura russa!

Ilya Repin: “Adeus de Puchkin ao mar”

A Rússia em que ele viveu era dominada pelo regime dos czares. Quando Repin nasceu, a Rússia estava sob o domínio do czar Nicolau I, mas em 1894 assumiu o czar Nicolau II que foi deposto pela Revolução Socialista de 1917. A injustiça e a opressão que ele via acontecendo com seu povo, retrato da administração dos czares, lhe incomodava muito e Repin denunciou isso em vários de seus quadros. Movimentos revolucionários pipocavam em toda a Rússia, lutando contra o império czarista. Repin pintou retratos de amigos escritores como Tolstoi, L. Andreeva, Maxime Gorki e V. Garshina, assim como dos artistas P. Strepetovoy e Mussorgsky. Também pintou o retrato do famoso químico Dmitry Mendeleyev.

Um de seus quadros mais conhecidos é “Ivan, o Terrível e seu filho Ivan”.

Repin pintou centenas de quadros e fez milhares de esboços e desenhos. Também escreveu um livro de memórias intitulado “Longe perto”. Nele conta, por exemplo, como fez sua pintura “Os barqueiros do Volga”. Foi em 1868. Ilya Repin era estudante na Academia de Artes e participou de um concurso de pintura sobre a história bíblica com o tema “Jó e seus amigos.” Em um dia agradável de verão, ele e outro artista, K. Savitsky, resolveram ir juntos fazer croquis pelo rio Neva, em um barco de passageiros. Lá, avistaram trabalhadores maltrapilhos puxando um barco com seus corpos amarrados a cordas. Sujos de barro, muitos deles sem camisa, bronzeados pelo sol. Os rostos eram pesados, marcados, onde o suor escorria. Contrastavam muito com os passageiros do barco, especialmente as perfumadas e elegantes senhoras da sociedade. Ilya Repin disse a seu amigo: “Que imagem é esta? Pessoas tratadas como animais!” E disse que essa visão o deixou tão impressionado que não parava de pensar naqueles homens sujos, carregando cargas pesadas sobre a lama. Fez um esboço do que viu, que depois pintou (figura acima).

Retrato de Maxime Gorki, por Repin

A imagem chocou a todos, amigos e adversários do artista. Mas para pintá-lo, Repin levou vários anos de trabalho duro, fez duas viagens ao Volga, em contato diário com os trabalhadores. Acabou se tornando amigo desses heróis do seu quadro. Ele conta que trabalhou muito, longas horas em seu ateliê, fazendo esboços.

As primeiras impressões, ao ver aqueles homens cujo rosto expressava sofrimento sob duro esforço, fez com que seus primeiros esboços incluissem o contraste entre eles e as senhoras elegantes do barco no rio Neva. Mas, conforme foi amadurecendo as ideias, acabou por pintar a cena no rio Volga, em um céu de verão, com nuvens luminosas e um banco de areia sob sol quente. Bem no fundo, o navio, onde está o proprietário ou administrador a bordo. No primeiro plano, os barqueiros, tensos, num esforço supremo para puxar o barco, como pode ser visto na última figura à direita. O amarelo da areia, aparece na água e até no azul do céu. Água, céu e areia e 11 pessoas cujo trabalho vale menos do que o de cavalos, disse ele. Repin lembrou de um poeta, Nekrasov, que diz em um de seus poemas: “Vá para o Volga, cujo gemido é ouvido.” O rio Volga é o grande rio russo.

Esboço para um retrato, Repin

Mas esse artista planeja, numa grande síntese ideológica e criativa, valorizar os onze homens, colocando a linha do horizonte abaixo deles, assim como o Volga e o barco, onde o dono é muito menor que eles. Essa escolha de Repin deu a esse quadro um significado monumental, onde denunciava a situação de miséria e injustiça que vivia o povo sob o comando do império czarista.

Essa tela “Os barqueiros do Volga” colocou Ilya Repin na categoria dos melhores artistas russos. E ele ainda era um estudante… O quadro foi exposto em São Petersburgo, depois em Moscou e em seguida foi para a Exposição Mundial em Viena, Áustria. Esta imagem tornou-se o centro das atenções de toda a sociedade russa e recebeu elogios de diversos setores e círculos de artistas e intelectuais.

Mas o reitor da Academia de Belas Artes, ao contrário, considerou aquele quadro uma aberração, chamando de “estes gorilas” às figuras dos barqueiros, acrescentando que era uma vergonha para a Rússia e seu governo que um quadro como aquele fosse participar em exposições na Europa.

Retrato do paisaigista russo

Alexeï Bogolioubov, Ilya Repin

Mas um dos que defenderam Ilya Repin foi Dostoievski, que observou sobre o quadro: “É impossível não amá-los, estes inocentes.” Repin também disse que aquele quadro era a primeira voz e o mais poderoso grito de toda a Rússia, do seu povo oprimido, cujo grito era reconhecido em cada canto onde se falava o idioma russo. “E é o início da minha fama por toda a Rússia, ótimo”, acrescentou. Esse quadro se tornou um dos principais símbolos da opressão czarista sobre o povo.

Conta-se que Ilya Repin pensava muito ao executar suas pinturas, fazendo desenhos e esboços, incansavelmente. Cada detalhe era pensado e desenhado, antes de ser pintado. Suas obras são resultado de longo estudo, o que torna seus quadros, para quem se dispõe a observá-los atentamente, elegantes, marcantes e fortes. Um de seus quadros mais conhecidos é “Ivan, o Terrível e seu filho Ivan”, além do “Os barqueiros do Volga”.

Ilya Repin conheceu o escritor Lev Tolstoi em Moscou e desde o primeiro encontro nasceu uma amizade que durou mais de 30 anos, até sua morte. Eles se admiravam mutuamente como artistas e quando já não moravam na mesma cidade, trocaram uma farta correspondência. Conversavam durante horas sobre arte. Repin fez vários retratos do amigo, com lápis, caneta, óleo e aquarela.

Tolstoi, por Repin

Entre 1880 e 1883 ele pinta outro de seus grandes quadros: “Procissão pascal na província de Kursk”, onde ele inseriu uma diversidade de tipos russos, como os camponeses, por exemplo, mas dando a eles um tratamento que os colocavam no nível dos personagens de magnitude histórica. Ao lado de uma senhora com ares de arrogância carregando um ícone (no centro do quadro), pintou policiais a cavalo, guardas, comerciantes, clérigos robustos, além de uma multidão de pobres, incluindo um adolescente aleijado que caminha com sua bengala em direção ao centro da pintura.

Repin era grande observador da vida de seu tempo. Com Ilya Repin o Realismo russo entrou na fase de maturidade e atingiu o auge.

No final do século XIX, a Rússia passava por grandes agitações políticas e diversos grupos revolucionários se organizavam. Ilya Repin pintou o quadro “A prisão do propagandista,” entre 1870-1880. Mais uma vez é uma pintura que revela a alma engajada do artista, num episódio dramático da prisão de um revolucionário russo, carregado de bastante tensão, apresentado por Repin como um homem que escolheu o caminho da luta e do sofrimento, sendo retirado de casa pela polícia, sob os olhos assustados de sua família. Repin comungava com os ideais revolucionários e permaneceu fiel a eles até o final de seus dias.

Após a Revolução Socialista de 1917, a região onde ele morava ao norte de São Petersburgo, Kuokkala, foi incorporada à Finlândia (cuja independência se deu nesse ano). Vladimir Lenin, o líder da Revolução, convidou-o à ir morar em Moscou, mas Repin já se sentia muito velho para conseguir fazer essa viagem longa de cerca de 700 km de distância. Ele morreu em Kuokkala em 1930.

Ilya Repin: “A procissão pascal da província de Kursk”
Ilya Repin: “O levante de outubro de 1905”
Ilya Repin: “A prisão do propagandista”

Honoré Daumier

Honoré Daumier

Honoré Daumier por volta de 1850.

Nome completo Honoré-Victorien Daumier
Nascimento 26 de fevereiro de 1808
MarselhaAlpes-Costa Azul
Morte 10 de fevereirode 1879
Valmondois
Nacionalidade França francês
Área Gravura, pintura e escultura
Formação Académie Suisse

Foto de Honoré Daumier, por Félix Nadar.

Honoré- Victorien Daumier (26 de Fevereirode 1808Marselha – 10 de Fevereiro de 1879Valmondois), foi um caricaturistachargistapintor e ilustrador francês.

Ele foi conhecido em seu tempo como o “Michelangelo da caricatura”. Atualmente ele também é considerado um dos mestres da litografia e um dos pioneiros do naturalismo.

Daumier mudou-se com os pais de Marselha para Paris em 1816. A mudança atendia às ambições do pai, que embora fosse mestre em vitrais queria seguir a carreira de poeta. O adolescente Daumier trabalhava como empregado de um funcionário da justiça e como auxiliar de um contador. Nessa época começou a se interessar pelas artes plásticas. Ia com certa freqüência ao Museu do Louvre, onde ficava admirando e estudando as valiosas coleções. Em 1822 teve aulas no ateliê de Lenoir, um ex-aluno de David. Também estudou profundamente as obras de Rubens e Ticiano.

Suas primeiras litografias datam de 1820, quando Daumier estava empregado como ilustrador em diferentes centros gráficos da cidade. Sua caricatura Gargântua, que ridicularizava o rei Luís Filipe, custou-lhe seis meses de prisão em 1831. Privado da liberdade, o ilustrador matava o tempo retratando os presos. Já em liberdade, assinou um contrato com a revista La Caricature e mais tarde com a célebre Le Charivari.

São conhecidas mais de 4 000 litografias de Daumier. De fato, ele foi um dos litógrafos mais especializados. Nelas reproduziu uma visão crítica, às vezes irônica, às vezes direta e certeira, dos acontecimentos de sua época. Seu estilo é dinâmico e jovial. Com uma linha, Daumier podia redefinir um conceito psicológico, como no Ratapoil (1850).

Depois de dominar a técnica da litografia, Daumier trabalhou como ilustrador para publicidade e o mercado editorial, influenciado pelo estilo de Charlet. Ele desenvolveu a linguagem da charge e da caricatura, caracterizada pela crítica social e política.

Já sua pintura é completamente diferente. A paleta de cores se simplifica nos tons ocre e terra. Os temas são artistas em desgraça e crianças na miséria, algo que o mobilizava de maneira singular. No entanto, seus quadros não visam à emoção gratuita; seus personagens conservam o tempo todo a dignidade humana.

Obras:

Fonte: Wikipédia.

Hieronymus Bosch

Hieronymus Bosch

Jheronimus Bosch (cropped).jpg

Hieronymus Bosch, atribuído a Jacques Le Boucq.

 

Nascimento
Morte
Sepultamento
Período de atividade
Cidadania
Atividade
Superior
Gielis Panhedel (en)
Local de trabalho
Pai
Anthonis van Aken (d)
Irmãos
Goessen van Aken (d)
Magnum opus
assinatura de Hieronymus Bosch

assinatura

Jeroen van Aeken, cujo pseudônimo é Hieronymus Bosch, e também conhecido como Jeroen Bosch Hertogenbosch, c. 1450 — 9 de Agosto de 1516), foi um pintor gravador holandês dos séculos XV e XVI.

Muitos dos seus trabalhos retratam cenas de pecado e tentação, recorrendo à utilização de figuras simbólicas complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seu tempo.

Pintores alemães como Martin SchongauerMatthias Grünewald e Albrecht Dürer influenciaram a obra de Bosch. Apesar de ter sido quase contemporâneo de Jan van Eyck, seu estilo era completamente diferente.

Especula-se que sua obra terá sido uma das fontes do movimento surrealista do século XX, que teve mestres como Max Ernst e Salvador Dalí.

Pieter Brueghel, o Velho foi influenciado pela arte de Bosch e produziu vários quadros em um estilo semelhante.

Biografia

O seu nome verdadeiro era Jheronimus (ou Jeroen) van Aken. Ele assinou algumas das suas peças como Bosch (AFI /bɔs/), derivado da sua terra natal, Hertogenbosch. Na Espanha, é também conhecido como El Bosco.

Sabe-se muito pouco sobre a sua vida. A não existência de documentos comprovativos de que o pintor tenha trabalhado fora de ‘s-Hertogenbosch levam a que se pense que Bosch tenha vivido sempre na sua cidade natal. Aí se terá iniciado nas lides da pintura na oficina do pai (ou de um tio), que também era pintor.

Foi especulado, ainda que sem provas concretas, que o pintor terá pertencido a uma (das muitas) seitas que na época se dedicavam às ciências ocultas. Aí teria adquirido inúmeros conhecimentos sobre os sonhos e a alquimia, tendo-se dedicado profundamente a esta última. Por essa razão, Bosch teria sido perseguido pela Inquisição. Sua obra também sofreu a influência dos rumores do Apocalipse, que surgiram perto do ano de 1500.

Existem registros de que em 1504 Filipe, o Belo, da Borgonha encomendou a Bosch um altar que deveria representar o Juízo final, o Céu e o Inferno. A obra, atualmente perdida (sem unanimidade julga-se que um fragmento da obra corresponde a um painel em Munique), valeu ao pintor o reconhecimento e várias encomendas posteriores. Os primeiros críticos de Bosch conhecidos foram os espanhóis Filipe de Guevara e José de Sigüenza. Por outro lado, a grande abundância de pinturas de Bosch na Espanha é explicada pelo fato de Filipe II de Espanha ter colecionado avidamente as obras do pintor.

Bosch é considerado o primeiro artista fantástico.

Obras

A Tentação de Santo Antão

Atualmente apenas se conservam cerca de 40 originais seus, dispersos na sua maioria por museus da Europa e Estados Unidos. Dentre estes, a coleção do Museu do Prado de Madri é considerada a melhor para estudar a sua obra, visto abrigar a maioria daquelas que são consideradas pelos críticos como as melhores obras do pintor.

As obras de Bosch demonstram que foi um observador minucioso bem como um refinado desenhista e colorista. O pintor utilizou estes dotes para criar uma série de composições fantásticas e diabólicas onde são apresentados, com um tom satírico e moralizante, os vícios, os pecados e os temores de ordem religiosa que afligiam o homem medieval. Exemplos destas obras são:

A par destas obras, que imediatamente se associam ao pintor, há que referir que mais de metade das obras de Bosch abordam temas mais tradicionais como vidas de santos e cenas do nascimento, paixão e morte de Cristo.

O original tríptico As Tentações de Santo Antão está incorporado no Museu Nacional de Arte Antiga a partir do antigo Palácio Real das Necessidades. Desconhecem-se as circunstâncias da chegada da obra a Portugal, não sendo certo que tenha feito parte da coleção do humanista Damião de Góis, como algumas vezes é referido.

Galeria

Henri Rousseau – outra versão.

Nascimento
Morte
2 de setembro de 1910 (66 anos)
ParisVisualizar e editar dados no Wikidata
Sepultamento
Cemitério de Bagneux 
Nome no idioma nativo
Henri-Julien-Félix Rousseau
Cidadania
França Francês
Atividade
Residência
Local de trabalho
Movimento
Área
Pintura
Magnum opus
assinatura de Henri Rousseau assinatura

O sonho, 1910, Óleo sobre tela, 204,5 x 298,5 cm, Nova Iorque.

Henri-Julien-Félix Rousseau (Laval21 de maio de 1844 — Paris2 de setembro de 1910), conhecido também pelo público como o douanier (aduaneiro) por ter trabalhado como inspetor de alfândega, foi um pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo. A sua obra foi pouco apreciada pelo público geral e pelos críticos seus contemporâneos tendo sido constantemente remetida para o grupo da arte naïf e primitivista – pelo seu carácter autodidata, resultado da inexistência de formação acadêmica no campo artístico, pela recusa dos cânones da arte reconhecida até então e pela aparente ingenuidade grotesca.

Henri Rousseau, filho de Julien Rousseau (latoeiro) e Eléonore, vai refletir ao longo da sua vida o insucesso financeiro da sua família e o tormento pela falta de perspetivas resultante desse nível social inferior. A sua vida escolar até 1860 toma lugar em Laval, incluindo a permanência num internato em consequência da vida pouco sedentária que os seus pais se veem obrigados a levar após a falência do negócio do pai.

A Guerra, 1894, Óleo sobre tela, 114 x 195 cm, Paris.

Em 1861 a família estabelece-se em Angres, onde Rousseau trabalhará num escritório de advocacia entre 1863 e 1867. Após roubar 20 francos a este escritório e ser condenado a 1 mês de prisão, Rousseau alista-se voluntariamente no 51º Regimento de Infantaria de Angres para um período de 7 anos, o qual não chegará ao fim por ser dispensado em 1868. Neste mesmo ano o seu pai morre e Rousseau estabelece-se em Paris onde, no ano seguinte, se casa com Clémence Boitard, uma costureira, com quem terá 5 filhos, dos quais 4 morrerão precocemente.

A partir de 1871, e após ter trabalhado como empregado de um oficial de diligências, Rousseau inicia o seu trabalho na alfândega de Paris. Decorridos 19 anos de casamento, Clémence morre vítima de tuberculose e Rousseau volta a contrair matrimônio 10 anos depois, em 1899, com a viúva Joséphine-Rosalie Nourry. Pouco tempo depois, em 1903, morre também a sua 2ª mulher, um ano após Rousseau se tornar professor na Association Philotechnique onde ensina a técnica da pintura em porcelana e de miniaturas.

Rousseau infringe de novo a lei e é sentenciado, em 1909, a 2 anos de prisão com pena suspensa e uma coima de 200 francos por fraude bancária. Morre com 66 anos a 2 de Setembro de 1910 vítima de septicemia.

Caminho paralelo

É difícil precisar o início do seu interesse pela pintura, mas sabe-se, no entanto, que deixa o trabalho de alfândega para se dedicar por exclusivo à arte em 1890. Anterior a esta data Rousseau luta pelo seu destaque como artista, sendo constantemente alvo de críticas aguçadas que o caracterizam de infantil e muito aquém das qualidades representativas que seriam de se esperar de um artista após a época de Monet. No entanto, Rousseau não abdica do seu sonho e tenta aproveitar todas as oportunidades que lhe permitam dar a conhecer a sua arte e, quem sabe, destacar-se por entre os seus contemporâneos, obtendo, assim, o reconhecimento social ao qual tanto aspira.

Passeio na Floresta, c. 1886, Óleo sobre tela, 70 x 60,5 cm, Zurique.

Rousseau afirmou só ter pego num pincel pela primeira vez quando já tinha 40 anos, ou seja, em 1884, mas este fato é de difícil comprovação, não só pelo seu gênero pictórico ser fácil de imitar, mas também pelo fato de, muitas vezes, o próprio efetuar alterações em obras já terminadas e de alterar a data de execução. Fato é que, em 1884, Rousseau obtém permissão para executar cópias no Museu do Louvre, no Musée de Luxembourg e nos palácios de Versailles e de Saint-Germain fruto da recomendação de Félix Clément que o motiva e incentiva a seguir o seu caminho no mundo artístico.

De modo a compensar o seu sucesso financeiro tardio, Rousseau moveu-se também noutros campos da arte, escrevendo peças de teatro (Une visite à l’Exposition de 1889), composições musicais (Clémence) e dramas (La vengeance d’une orpheline russe), mas vai ser no campo da pintura que a sua expressão artística vai ter maior impacto. As suas obras não são, no entanto, aceitas no salão oficial e, em 1885, expõe no Salon des refusés (salão dos recusados) e a partir de 1886 apresenta as suas pinturas regularmente no Salon des indépendants (salão dos independentes) onde se inserem as obras de artistas amadores e todas as obras rejeitadas, passíveis de suscitar escândalo. Em 1905 participa também do Salon d’Automne (salão de Outono) e com o seu crescente reconhecimento passa a organizar soirées no seu atelier onde se reúnem os mais destacados elementos do mundo artístico e intelectual de então.

A crítica e a ambiguidade

A reação à sua pintura é, no início, maioritariamente negativa. No entanto algumas vozes começam-se a pronunciar positivamente, chegando mesmo a comparar Rousseau com os pintores do Proto-Renascimento na Itália onde as noções de perspetiva espacial ainda estão no seu estado embrionário, mas que não deixam por isso de ter uma certa originalidade criativa. Já em 1886 Pissaro expressa a sua admiração ao ter contato com as suas obras no salão dos independentes e Gauguin que, juntamente com Alfred Jarry (escritor) e Guillaume Apollinaire (escritor, poeta e crítico), o vai denominar de artista naïf (ingênuo), dá a conhecer em 1890, do mesmo modo, uma crítica positiva acerca da obra “Eu-Próprio, Retrato-Paisagem”.

Esta simplicidade e aparente ingenuidade opõem-se, no entanto, à imagem de ambição que lhe é atribuída pelo público. Este seu caráter de personalidade ambígua espelha-se também na sua arte que, embora ingênua e infantil, retrata também por vezes uma certa malícia. Pode-se talvez pensar que Rousseau tenha encerrado em si um complexo de inferioridade devido às suas origens humildes e pelo fato de não ter tido acesso às mesmas oportunidades de um pintor acadêmico. Assim como ele se fecha em si próprio com o seu sofrimento interior, as suas pinturas são introvertidas e enigmáticas. Por outro lado, acredita firmemente nas suas capacidades e expressa tanto o seu orgulho como o seu desejo de se tornar o maior e o mais rico pintor francês, aproveitando todas as oportunidades que lhe surgem, mesmo quando é apelidado de palhaço. Já perto do final da sua vida, em 1908, conhece Picasso, que reconhece que a sua ingenuidade não é necessariamente sinônimo de inexistência de profissionalismo.

A temática

Inicialmente Rousseau é um pintor dos tempos livres, um autodidata apaixonado pela natureza e que a retrata como uma realidade simples, que lhe oferece o escape à vida quotidiana do burguês humilde. Dedica-se à paisagem, uma paisagem calma, bucólica, estranhamente ordenada e artificial, onde todos os elementos têm igual importância, onde não existe hierarquia formal.

Cigana a Dormir, 1897, Óleo sobre tela, 129,5 x 200,7 cm, Nova Iorque.

Com o tempo esta natureza torna-se cada vez mais complexa, uma forma de escape onde a fantasia e o fantástico ganham lugar num pano de fundo exótico. Para estas obras sobre a selva o pintor serve-se muitas vezes de inspiração em estufas e álbuns sobre fauna. Com a sua primeira obra sobre o tema, “Surpreendido!”, que vai ao encontro do gosto pelo exótico oriental sentido na Belle époque, Rousseau começa a ganhar destaque ao mesmo tempo que as suas obras adquirem uma nova qualidade, uma densidade labiríntica de elementos e tonalidades, um novo nível de comunhão entre fantasia e realidade, ameaça e agressividade, mistério e erotismo.

Na sua tipologia temática encontram-se também naturezas-mortas, quase como compêndios de botânica; o denominado retrato-paisagem, uma tipologia alegórica onde o contexto envolvente da figura remete simbolicamente para ela; retratos, muito mal aceitos pelo público pela representação desproporcionada e grotesca do corpo humano; e temas sociais como “A Guerra”, que revelam não só a sua motivação oferecida à arte popular como também o seu claro nacionalismo baseado em ideais sócio-revolucionários.

A Encantadora de Serpentes, 1907, Óleo sobre tela, 169 x 189,5 cm, Paris.

Por entre as diversas propostas formais do pós-impressionismo, a sua pintura surge despida de todo o requinte que caracteriza a pintura francesa do impressionismo. No caso de Rousseau a ilusão ótica não faz parte dos objetivos a alcançar, todos os avanços neste campo são simplesmente desrespeitados. A razão da obra é o objeto nela representado. Sobre a superfície plana da tela são colocados elementos desligados do seu contexto espacial, que flutuam, que são nada mais que reproduções exatas e detalhadas captadas pelo seu olhar livre de uma formação acadêmica artística, ou seja, liberto da pressão cultural. Rousseau capta a sua realidade empiricamente, deixando-se guiar pelo seu sentimento e pela sua noção própria de equilíbrio de composição. Sabe-se, no entanto, que tomou contato com a técnica da perspectiva ao ter copiado obras onde se dava uso à técnica, sendo possível que a sua arte fora destes cânones não tenha sido mais que uma decisão consciente da captação intuitiva da realidade, relegando para último plano o seu próprio racionalismo.

Rousseau faz assim uma representação frontal dos seus temas tentando ao máximo reproduzir o pormenor, fazendo quase que uma enumeração das características visíveis de determinado objeto, expondo-as claramente. Esta minuciosidade é reforçada pelo contorno preciso das figuras: todas elas são delimitadas e têm o seu espaço próprio conduzindo a que esta narração de características impregne a pintura de uma forte estaticidade e inércia. No fundo, este realismo extremado transforma os objetos em símbolos, que se vão afastando cada vez mais em direção ao abstracionismo, a uma realidade poética, vista através dos seus próprios olhos e da sua sensibilidade, suportando a sua convicção de que cada artista deve ser livre para obedecer à sua força criadora individual.

Do mesmo modo intuitivo, Rousseau utiliza a técnica que mais se adapta a determinado objeto, sendo que numa mesma obra as pinceladas podem variar de pontos, a superfícies de cor ou a linhas. Em especial, tem importância a relação entra as cores e como elas se contrastam ao longo da tela, de elemento para elemento. Em grande parte do seu repertório pictórico é evidente o gosto pelas combinações entre pretovermelhobranco e verde.

HENRI ROUSSEAU

HENRI ROUSSEAU (1844-1910)

Arte Naíf

Henri Julien Félix Rousseau nasceu em 21 de maio de 1844 numa torre medieval da cidade provinciana de Laval – noroeste da França, onde viveu com sua família.

Rousseau não era um bom aluno, mas mostrava gostar de música, poesia e desenho. Aos 19 anos desistiu dos estudos e foi trabalhar como escriturário de um advogado da cidade, mas durou pouco tempo no emprego.

Sua estréia artística ocorreu em 1885 quando enviou dois quadros ao Salão dos Artistas Independentes, os quais foram recebidos com grande ironia. Confiante em seu próprio talento, Rousseau enfrentou o desprezo daqueles que consideravam sua arte “muito tosca”. Sua obra só foi valorizada pelas vanguardas de Paris ao final de sua vida.

Por volta de 1890, começou a pintar quadros com pequenas flores, destacando as cores de cada uma delas em composições arrojadas para os padrões da época. Este foi um ótimo exercício para melhorar suas paisagens, nas quais costumava ampliar as plantas que conhecia em suas visitas ao Jardim Botânico.

Embora pintasse densas florestas com árvores gigantescas, trabalhou quase que a vida inteira como funcionário da alfândega de Paris e só depois da aposentadoria em 1893 pode dedicar-se inteiramente à arte.

Casou-se duas vezes, primeiro com a costureira Clémence Boitard, com quem viveu durante quase 20 anos e teve dois filhos, depois com Joséphine Noury, em 1899, que veio a falecer quatro anos depois. No final do século XIX, alguns de seus quadros começaram a chamar a atenção, graças aos esforços do escritor Alfred Jarry (1873-1907). Considerado o pai da arte naïf, Rousseau goza desse prestígio não apenas por ser autodidata, não seguir as normas acadêmicas e se utilizar da desproporção e de cores vivas muitas vezes irreais; mas também pela forma ingênua com que encarou a própria vida.

Rousseau morreu em 2 de setembro de 1910, sendo enterrado numa vala comum do cemitério de Bagneaux, em Paris. Somente um mês depois, os obituários dos jornais noticiaram a morte, comparando sua obra com a de Uccello, um dos mestres da Renascença. Em 1947, os restos mortais foram removidos para Laval.

 

Henri Matisse

Henri Matisse

Matisse em 20 de Maio de 1933

Nome completo Henri-Émile-Benoît Matisse
Nascimento 31 de dezembrode 1869
Le Cateau-CambrésisNord-Pas-de-Calais
França
Morte 3 de novembrode 1954 (84 anos)
NiceProvença-Alpes-Costa Azul
França
Ocupação Pintordesenhista e escultor

Henri-Émile-Benoît Matisse (Le Cateau-Cambrésis31 de dezembro de 1869 — Nice3 de novembro de 1954) foi um artista francês, conhecido pelo uso da cor e sua arte de desenhar, fluida e original. Foi um desenhistagravurista e escultor, mas é principalmente conhecido como pintor. Matisse é considerado, juntamente com Picasso e Marcel Duchamp, como um dos três artistas seminais do século XX, responsável por uma evolução significativa na pintura e na escultura. Embora fosse inicialmente rotulado de fauvista (uso de cores puras, sem misturar com outras), na década de 1920 ele foi cada vez mais aclamado como um defensor da tradição clássica na pintura francesa. Seu domínio da linguagem expressiva da cor e do desenho, exibido em um conjunto de obras ao longo de mais de meio século, valeram-lhe o reconhecimento como uma figura de liderança na arte moderna.

Biografia

Henri-Émile-Benoît Matisse nasceu em Le Cateau-Cambrésisregião do Nord-Pas de Calais, em 31 de dezembro de 1869, e cresceu em Bohain-en-Vermandois, na região da Picardia, onde seus pais possuíam um negócio de sementes. Era o primeiro filho do casal. Em 1887, foi à Paris para estudar direito, trabalhando como um administrador do tribunal de Le Cateau-Cambrésis, depois de obter sua qualificação.

Começou a pintar em 1889, quando sua mãe lhe trouxe o material necessário durante um período de convalescença após um ataque de apendicite. Na pintura, descobriu uma espécie de “paraíso“, como ele mais tarde descreveu, e decidiu, então, tornar-se um artista, decepcionando profundamente seu pai.

Em 1891, retornou a Paris para estudar arte na Academia Julian e tornou-se um aluno de William-Adolphe Bouguereau e Gustave Moreau. Inicialmente, pintou naturezas-mortas e paisagens no tradicional estilo flamengo, no qual ele obteve proficiência razoável. Chardin foi um dos pintores mais admirados por Matisse. Como um estudante de arte, fez quatro cópias de pinturas de Chardin no Louvre. Em 1896, exibiu cinco pinturas no salão da Sociedade Nacional de Belas Artes e o estado comprou duas de suas pinturas. O resultado permitiu o contato com Auguste Rodin e Camille Pissarro. Em Luxemburgo, a partir de 1897, começa a se interessar pelo impressionismo.

Em 1897 e 1898, visitou o pintor John Peter Russell na ilha Belle-Isle, na costa da Bretanha. Russell introduziu-o no impressionismo e mostrou-lhe o trabalho de Van Gogh (que tinha sido um bom amigo de Russell, mas era completamente desconhecido na época). O estilo de Matisse mudou completamente e ele diria, mais tarde: “Russell foi meu professor, e Russell explicou a teoria da cor para mim.”

Matisse tinha, em sua casa, um busto de gesso feito por Rodin, um quadro de Gauguin, um desenho de Van Gogh e, o mais importante, Três Banhistas, de Cézanne. Na percepção de Cézanne da estrutura e cor pictóricas, Matisse encontrou sua principal inspiração. Muitas de suas pinturas entre 1899 e 1905 fazem uso de uma técnica pontilhista adotada de Signac. Em 1898, foi para Londres para estudar a pintura de J. M. W. Turner e, então, partiu em uma viagem à Córsega.

Com a modelo Caroline Joblau, ele teve uma filha, Marguerite, nascida em 1894. Em 1898, casou-se com Amélie Noellie Parayre. Os dois educaram Marguerite juntos e tiveram dois filhos: Jean (nascido em 1899) e Pierre (nascido em 1900). Marguerite, frequentemente, serviu como modelo para Matisse.

Em uma semana de passeio a Londres, conheceu a pintura de William Turner, que também viria a influenciá-lo, após conselho de Camille Pissarro.

Ele expôs em 1901 no Salão dos Independentes e participou pela primeira vez do Salão de Outono em 1903. Em exposição realizada em 1904 por Ambroise Vollard, não obteve grande sucesso. No ano seguinte, juntamente com o grupo, expôs no Salão de Paris. Desta vez, o grupo foi reconhecido como os fauves e Matisse como líder. Outra parte do público ficou escandalizada com as cores violentas e puras de suas obras.

Várias viagens, que seriam inspiradoras, foram feitas neste período. Ele visitou ArgéliaItáliaAlemanhaMarrocosRússiaEstados Unidos e Taiti.

Desde 1904, Matisse trabalhou parte de cada ano no sul, em Saint-Tropez e Collioure e, mais tarde, na Espanha e no Marrocos.

Em 1908, fundou a Academia Matisse para uma seleção cosmopolita de estudantes e publicou “Notas de um Pintor”, onde estavam suas crenças artísticas. A academia foi paralisada em 1911.

Entre 1913 e 1917, fase que ele considerou a mais importante, sua pintura era um pouco austera, com linhas retas e formas geométricas. Depois, seu estilo ficou mais solto, figuras femininas e o interior foram seus principais temas, trabalhados em estilo livre e com cores decorativas.

Em 1916 e 1917, passou os invernos em Nice e, depois, decidiu ficar na Côte d’Azur, que ele considerou um paraíso, conforme está descrito em seus quadros.

Matisse conseguiu reputação internacional com exibições em Moscou, Berlim, Munique e Londres.

Em 1913, expôs em Nova Iorque ao lado de Marcel Duchamp e Francis Picabia, como representantes de uma precursora arte moderna.

Em 1919, recebeu atribuições de Ígor Stravinski e Serguei Diaguilev para desenhar os costumes e cenários de um balé apresentado em Londres.

Em 1927, organizou uma retrospectiva em Nova Iorque. De volta a Paris, trabalha na ilustração de um romance de James JoyceUlisses, ao qual deu as cores dos costumes dos balés russos de Monte Carlo.

Em 1941, adoentado por um câncer, foi hospitalizado em Lyon, onde os médicos deram, a ele, seis meses de vida. Sem poder viajar, utilizou experiências recolhidas em suas viagens para aperfeiçoar sua originalidade. Sua enfermeira, Monique Bourgeois, aceitou ser sua modelo. Nesse período, Matisse inventou a técnica de “desenho com tesoura”, quando também implementou a série Jazz.

Em Vencecomuna da região de Provence-Alpes-Côte d’Azur e onde viveu já doente, trocou cerca de 1 200 cartas com o escritor francês André Rouveyre.

Em 1945, fez uma grande retrospectiva no Salão de Outono, quando realizou trabalhos com tapeçaria inspirados pelo céu e mar da Polinésia Francesa.

Em 1952, inaugurou um museu em sua cidade natal.

Seu trabalho A tristeza do rei foi o último autorretrato.

Henri Matisse foi sepultado no cemitério de Cimiez, em Nice.

Estilo

Matisse foi influenciado pelas obras de Nicolas PoussinAntoine WatteauJean-Baptiste-Siméon ChardinEdouard Manet, e os pós-impressionistas CézanneGauguinVan Gogh e Signac, e também por Auguste Rodin e pela arte japonesa.

O movimento entre a pintura e a escultura relaxava o artista.

Sua escultura era uma extensão da sua pintura, sua admissão pela arte primitiva estava mais aparente. Em alguns trabalhos ele explora o sólido, aspectos estruturais do corpo com um certo exagero a fim de alcançar uma clara expressão da forma.

Apesar de nunca ter se juntado aos Cubistas, sofreu algumas influências deste grupo.

Matisse, como outros artistas do movimento, rejeitava a luminosidade impressionista, e usava a cor como fator principal da pintura, levando-a às últimas consequências.

Conhecido e reconhecido por sua vivacidade, as cores de Matisse continuaram mesmo após a sua morte, tanto que Les coucous, tapis bleu et rose foi avaliada em 32 milhões de euros.

Argan dizia que a arte de Matisse era feita para decorar a vida dos homens. Foi considerado o artista do século em que viveu. Em suas pinturas gostava de motivos repetitivos, usava formas curvas e cores variadas. Este inventou também a técnica do “desenho com tesoura”.

Matisse começou com cores vibrantes e depois voltou-se para Cézanne, o qual admirava pelo estilo.

Matisse pensava que os artistas tinham que ter olhos de criança, sempre olhar como se fosse a primeira vez.

Segundo Régine Pernoud, Matisse “era um artista no sentido medieval do termo. Seu trabalho era muito simples, escolhido para exprimir o que ele mesmo sentia. Era um trabalhador sem obstinação. Em seus cadernos de trabalho, várias páginas têm apenas alguns riscos. (…) Finalmente, esses traços, reconhecíveis por todos, mostram de maneira evidente sua significação, o resultado de muitas horas de trabalho”.

Pablo Picasso o considerou seu maior rival, embora fosse seu amigo.

Principais obras

– Mulher lendo, 1894

– Mesa de jantar, 1897

– Carmelina, 1903

– Place des Lices, 1904

– Retrato de Madame Matisse, 1905

– Janela aberta, 1905

– Mulher com chapéu, 1905

– Harmonia em vermelho, 1908

– Música, 1910

– Madame Yvonne Landsberg, 1914

– A Janela, 1916

– Meu quarto em Beau-Rivage, 1918

– Odalisca, 1923