Paul Gauguin

PINTOR FRANCÊS

7/6/1848, Paris, França<br>9/5/1903, Ilhas Marquesas, Polinésia francesa​

  • Em 1891, Guaguin foi ao Taiti, onde pintou o cenário primitivo e luminoso da região

    Em 1891, Gauguin foi ao Taiti, onde pintou o cenário primitivo e luminoso da região

“Quando a tua mão direita estiver hábil, pinta com a esquerda; quando a esquerda ficar hábil, pinta com os pés.” Essa frase só poderia ser de Gauguin, um dos principais pintores do pós-impressionismo, que exerceu profunda influência em toda a arte moderna voltada para o exótico e o primitivo.

Eugène-Henri-Paul Gauguin era filho de um jornalista francês e de uma escritora peruana. Viveu em Lima de 1851 a 1855. Aos 17 anos, entrou para a Marinha Mercante, onde permaneceu por cinco anos e teve a oportunidade de visitar o Panamá e o Pacífico. Aos 23 anos, esteve no Brasil, passando um mês no Rio de Janeiro.

Em 1871, Gauguin retornou a Paris e começou a trabalhar como corretor de valores e a pintar nas horas livres. Casou-se com uma dinamarquesa, Mette Sophie Gad, com quem teve cinco filhos.

Foi em uma exposição impressionista, em 1874, que confirmou o seu desejo de ser pintor. Logo seus quadros também começaram a ser aceitos em exposições. Pissarro teve um interesse especial por suas obras, e o apresentou a Cézanne.

Em 1883, um colapso econômico o ajudou na decisão de tornar-se um artista em tempo integral. Estabeleceu-se em Ruen, com a mulher e os filhos, mas a experiência não deu certo. Mudaram-se então para Copenhagen, terra natal de sua esposa. Na Dinamarca ele não era feliz e retornou sozinho a Paris, em 1885. Instalou-se depois em Pont-Aven, na Bretanha, conhecido reduto de artistas.

Entre 1885 e 1886 encontrou Degas, Charles Laval, Emile Bernard e Van Gogh. Com Laval viajou a Martinica. Após um breve período com Vincent Van Gogh em Arles (1888), Gauguin abandonou cada vez mais a arte imitativa para a expressão com a cor.

Graças ao dinheiro conseguido com uma exposição de seu grupo no café Volpini em Paris, em 1891, partiu para o Taiti, onde pintou o cenário primitivo e luminoso da região, as formas opulentas de suas mulheres e a exuberância tropical. “Duas Mulheres na Praia” foi uma de suas primeiras obras no Taiti.

Dois anos mais tarde, retornou a Paris na esperança de suas telas fazerem sucesso. Frustrado, voltou ao Taiti em 1895. Hospitalizado com freqüência por uma condição sifilítica não diagnosticada, tentou em vão o suicídio em 1898. Em 1901, estabeleceu-se nas Ilhas Marquesas, morrendo dois anos depois.

Fonte: Biografias UOL.

Curiosidades

Colaboração para Folha Online.

  • Avó feminista
    Paul Gauguin era neto, por parte de mãe, de Flora Tristán, uma das precursoras do movimento feminista, autora de livretos que pregavam a emancipação da mulher e o divórcio. Flora, nascida em Paris em 1803, era filha de um general peruano. Casou-se aos 18 anos, separou-se cinco anos mais tarde e quase foi morta pelo ex-marido, condenado a 20 anos de trabalhos forçados pela tentativa de homicídio. Flora teve três filhos, entre eles uma menina de nome Aline, que viria a ser a mãe de Gauguin.
  • Infância no Peru
    Quando Paul Gauguin nasceu, a França passava por grande turbulência política. Em 1851, Carlos Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão Bonaparte, articulou um golpe de estado e restaurou o Império. O pai de Paul, Clóvis Gauguin, tinha colaborado em publicações republicanas e, temendo retaliações, decidiu deixar o país. Partiu rumo ao Peru, onde a mulher, Aline, tinha família influente. Mas, durante a viagem, Clóvis morreu após sofrer um ataque cardíaco. Aline prosseguiu a travessia do Atlântico e levou os dois filhos para Lima, onde Paul Gauguin viveu os primeiros anos de vida.
  • Gauguin no Brasil
  • Em 1855, a mãe de Paul Gauguin decidiu retornar a França. A família fixou-se em Orleans (a cerca de 120 km de Paris), onde Gauguin iniciou seus estudos no liceu local. Ao completar 17 anos, o jovem alistou-se na marinha francesa. Antes de entrar para a marinha de guerra, trabalhou durante três anos como cadete em um navio mercante que, entre outros portos, ancorou em Salvador e no Rio de Janeiro.
  • Entre a bolsa e a arte
  • Paul Gauguin entrou para o mundo dos negócios pelas mãos de seu tutor, o banqueiro Gustave Arosa, que além de grande capitalista era também colecionador de obras de arte. Foi Arosa quem conseguiu para Gauguin o emprego na Bolsa de Valores em Paris, na firma de Monsieur Bertin, famoso corretor de valores na capital francesa. Mas foi Gustave Arosa também quem o aproximou da obra de Pissarro, o artista que viria a aconselhar Gauguin a trocar o mercado financeiro pelos pincéis.
  • Gauguin e Van Gogh
    Em 1888, depois de retornar da Martinica, Paul Gauguin aceitou o convite de Vincent Van Gogh para dividir com ele uma casa em Arles, no sul da França. Van Gogh pretendia estabelecer no local um ateliê coletivo e uma comunidade de artistas. Mas os dois acabariam por se desentender. Em meio a um de seus muitos colapsos nervosos, Van Gogh ameaçou o amigo com uma navalha, mas acaba cortando um pedaço da própria orelha e em seguida dá de presente a uma prostituta. Assustado, Paul Gauguin decidiu retornar a Paris.
  • Telas improvisadas
    No Taiti, por causa da distância geográfica em relação aos grandes centros e da falta de dinheiro, Paul Gauguin tinha dificuldade de encontrar material para trabalhar em seus quadros. Muitas vezes, recorreu a panos de sacos para improvisar telas e, assim, continuar pintando.
  • Noa Noa
    Gauguin escreveu um livro sobre o Taiti. Em Noa Noa, registrou o que significava para ele – e para sua arte – a vida a milhares de quilômetros de distância da civilização. “Eu escapei de tudo que é artificial e convencional. Aqui, eu entrei no processo da verdade pura para me tornar um indivíduo unificado com a natureza”.
  • Nas telas do cinema
  • Gauguin – Um lobo atrás da porta, de Henning Carlsen, Dinamarca, 1986. Rumo ao Paraíso, de Mario Andrecchio, Austrália, 2003. O artista no primeiro filme é interpretado por Donald Sutherland e no segundo filme por Kiefer Sutherland, seu filho.
  • Fonte:Copyright Folha Online.

 

Principais Obras: Paul Gauguin

Olá, amigos fãs de Arte! Eu sou Gauguin e estou aqui para comentar minhas principais obras. Atenção: para visualizar a ficha técnica ou a imagem em tela cheia basta clicar em cada uma.

Ficheiro:Paul Gauguin 104.jpg

“Vincent van Gogh pinta girassóis” – 1888, Amsterdã

Existia uma certa amizade entre eu e Vincent van Gogh. Apesar de não concordarmos em muitos pontos de vista estavamos sempre conversando sobre obras e tendências do mundo artístico. Este quadro afirma o laço de amizade existente nós dois.

 

“Café em Arles” – 1888

Esta pintura foi uma entre muitas que foram temas comuns para eu e Van Gogh. Não era raro escolhermos um tema comum e realizar estudos diferenciados.

 

Ficheiro:Paul Gauguin 137.jpg

“Jacó e o Anjo” – 1888, Edimburgo

A obra retrata uma narrativa da Bíblia, quando Jacó volta para casa depois de muitos anos de solidão devido aos conflitos vividos com o Irmão Esaú. Segundo a Bíblia no caminho de volta Jacó luta com um Anjo durante uma noite inteira (parte superior). Luta essa que materializa a imagem do pensamento das mulheres que participam do sermão(parte inferior)

 

Ficheiro:Woher kommen wir Wer sind wir Wohin gehen wir.jpg

“De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?” –  1897 Mus. de Belas-Artes – Boston

Uma tela de 4 metros, pintada em apenas um mês. Da direita para esquerda é possível notar uma evolução da vida humana. Começando com uma criança no canto, um adulto ao meio em contato com o conhecimento e no outro extremo uma velha anciã.

 

Ficheiro:Paul Gauguin 135.jpg

“Vairumati” – 1896 Museu de Orsay, Paris

Este quadro é composto basicamente de duas coisas que eu gosto muito de incluir em suas obras: Mulheres e figuras misteriosas!

Fonte: Blogueiro Cadáver.

 

 

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